Paralelos- Descubra como a pirataria e o jeitinho brasileiro ajudaram a cultura de games no Brasil

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Paralelos- Descubra como a pirataria e o jeitinho brasileiro ajudaram a cultura de games no Brasil

“Paralelos”- Descubra como a pirataria e o jeitinho brasileiro ajudaram a cultura de games no Brasil

No começo da popularização da tecnologia, o mercado ainda não estava formado. Uma terra de Nintendo, Sega e arcades coberta de neblina. Mas, então, houve o jeitinho brasileiro e com ele veio a disparidade. Phantom System ou Nintendinho, Mega Drive ou Genesis, e, obviamente, Mônica no Castelo do Dragão e Wonder Boy. Quem lembra?
A história dos videogames no Brasil é marcada por adaptações e clones nacionais, muitas vezes feitas às margens da lei. A pirataria é um problema para artistas e empresas, mas, se não fossem as gambiarras locais, não existiriam jogadores e a cultura de games no país. Essa é a história que você vai conhecer em “Paralelos”, uma série feita com exclusividade para o RedBull.com, dirigida e roteirizada por Hugo Haddad e Pedro Falcão.

Dividida em três episódios, “Paralelos” narra a popularizacão dos arcades customizados nos anos 70, o surgimento de consoles e jogos piratas nacionais e a era dos emuladores por meio de depoimentos de quem viveu dentro e fora da indústria, como João Costa, o primeiríssimo funcionário da Taito no Brasil.
Depoimentos dos músicos Emicida, Fióti, Rashid, os jornalistas Flávia Gasi e Pablo Miyazawa, o presidente da Tectoy Stefano Arnold, o engenheiro da Gradiente Marcos Santos e os game designers Pedro Santo e Amora B, do estúdio MiniBoss, e Alexandre Pagano, da Tectoy, e outros personagens que foram – e ainda são – importantes para o crescimento e a popularização dos jogos no país. Confira abaixo os três episódios.

Episódio 1 – Arcades Improvisados
Com as máquinas de pinball da Taito, a indústria dos games no Brasil teve seu começo nas lojas sujas do centro de São Paulo e nas fábricas poluídas do Amazonas. Isso marcou o início de uma cultura gamer recheada de adaptações e clones nacionais muitas vezes criados às margens da lei.

Episódio 2 – Consoles e jogos nacionais
O Brasil passa a ter não só um mercado estável, mas também os primeiros jogadores. O lance é que grandes empresas, como a Nintendo, não estavam oficialmente no país. Então, alguns empreendedores começaram a criar os primeiros emuladores: produtos nacionais que eram adaptações de games e consoles populares. Como o Master System, da TecToy, e o Phantom System, da Gradiente.

Episódio 3 – Modificações e o começo do eSports
Na virada dos anos 2000, com os cartuchos dando lugar aos CDs e DVDs, a cultura de games no Brasil teve uma febre modder. Patchs de jogos mainstream como Winning Eleven (PlayStation 2) e Counter-Strike (PC) eram mais populares que os games originais, fazendo empresas como Microsoft e Sony finalmente chegarem oficialmente ao país. Também foi o começo da cultura de eSports no Brasil.

Fonte: Red Bull